Ella foi fundada no século 3 a. C. pelo cartaginês Amílcar Barca. Ela nasceu em meados da década de 80 e está pensando o que fazer para comemorar os seus 24 anos nella. Ella situa-se no mediterrâneo e é repleta de praias, praças, museus... Ela aprecia com gosto a gastronomia desta região, está morrendo de saudades de pôr os pés na areia, gosta das cidades que sabem aproveitar os espaços para aconchegar seus moradores e quer viver em uma lugar que forneça uma rica vida cultural, onde sabe que há diversos interessantes cantinhos por perto para revisitar, sozinha ou acompanhada de pessoas especiais. Ella agrega ruas medievais e construções modernistas, mulheres e homens de todos as religiões, cores e países. Ela não apenas respeita a diversidade, como sente-se bem ao poder conviver com ela. Quer ver as minorias cada vez mais perto, quer comprendê-las e lhes dar valor. Ela já a visitou duas vezes, mas nunca imaginou que iria voltar uma terceira vez pra ser habitante. E ela nem havia sonhado com isso, mas desde que recebeu a notícia, tem medo: de não querer mais sair de perto della. Ela já conhece seus principais pontos turísticos. Agora, retorna como curiosa observadora-participante. Ela se lembra que ao lado do Parc Guell há uma creche e ela imaginou na época a delícia que deve ser passar o dia ali... e agora pensa se não poderia ser o filho dela. Na noite antes da partida, ela ficou com a amiga-do-quarto-ao-lado a ver fotos della. Ella continua alegre, sinuosa e vibrante. Ela acredita que a sua vida vai ser transformada pra melhor, em alguns instantes...
2 de março de 2009
25 de fevereiro de 2009
Não tem explicação, não tem não tem
Como solicitado, o recepcionista a acardou às 6 horas da manhã. Ao olhar pro lado, ela reparou que a cama ao lado já estava vazia. O vazio tomou conta do seu peito de tal forma que foi impulsionada a levantar da cama e partir o quanto antes. Ela podia aproveitar a manhã de domingo por lá, mas imaginou que passar sozinha pelos lugares onde esteve com a mãe nos últimos tempos seria mais doloroso que agradável. Mas ela não consegue encontrar uma explicação pra isso: a diária já estava paga e ela não tinha muitas coisas pra fazer em coimbra num domingo depois das provas. Podia aproveitar a cidade all day long. Todavia-porém-entretanto, só pensava em deixar logo aquele espaço porque eles eram muito mais bonitos nas fotos. E pegou o trem de volta pra casa às 7h.
No caminho, acompanhada pelas vozes de Elis e Maria, ela ficou ainda com mais saudade da mulher que mais ama e admira neste mundo e com que esteve ao longo de poucos e intensos dias. A viagem confirmou o que ela já sabia: a cada dia que passa, elas estão mais parecidas, o que pode ser fácil de entender, mas difícil de reconhecer. Tarefa árdua porque não apenas as qualidades, mas os defeitos dela estão ali. Por alguma razão, ter ficado um tempo longe dela e reencontrá-la a fez perceber melhor os aspectos que as tornam iguais e aqueles que as diferenciam. Por quê no dia-a-dia, morando com ela, ela não havia percebido isso de forma tão clara? E mesmo que ela encontrasse uma justificativa, o que importa e que hoje ela é capaz de perceber tudo isso...
No caminho, acompanhada pelas vozes de Elis e Maria, ela ficou ainda com mais saudade da mulher que mais ama e admira neste mundo e com que esteve ao longo de poucos e intensos dias. A viagem confirmou o que ela já sabia: a cada dia que passa, elas estão mais parecidas, o que pode ser fácil de entender, mas difícil de reconhecer. Tarefa árdua porque não apenas as qualidades, mas os defeitos dela estão ali. Por alguma razão, ter ficado um tempo longe dela e reencontrá-la a fez perceber melhor os aspectos que as tornam iguais e aqueles que as diferenciam. Por quê no dia-a-dia, morando com ela, ela não havia percebido isso de forma tão clara? E mesmo que ela encontrasse uma justificativa, o que importa e que hoje ela é capaz de perceber tudo isso...
Pela primeira vez ela sentiu que em raros-reais momentos conversaram de mulher pra mulher. Ao mesmo tempo que a ideia de chegada da mãe a fazia esperar por colo, aconhego e carinho, ela estava também à espera de demostrar que, além de filha, ela virou mulher. Não foi fácil, ao longo da viagem, querer ser a filhota que sempre gostou de ser e a juliana que cuida de si, que mora longe, que resolve problemas, que tem planos, que quer ser mãe um dia...
O balanço do trem, a voz da Elis e a certeza de que o trajeto Faro-Coimbra leva exatamente cinco horas permitiu que ela fizesse um flashback dos momentos mais importantes dos últimos anos na sua vida. Um sentimento de completude tomou conta do corpo da jovem de 23 anos que, geralmente preocupada com o que ainda está por alcançar, se deu conta de que está realizando um sonho que já habitava seus pensamentos durante cerca de 2 anos antes de se formar desde que voltou da sua primeira experiência fora do Brasil, em Montréal, no Canadá. Ela ainda não sabe se pode chamar de vício mas está adorando sua vida cheia de aventuras e não tem ideia de quando a jornada vai chegar ao fim...
Apesar da calma viagem em tom verde - que misturava as árvores do caminho com a cortina do comboio - ela lembrou da loucura que seriam os próximos dias antes de se mudar mais uma vez (se você ainda não sabe, meu bem, precisa checar os posts anteriores =) e se deu conta da quantidade de surpresas que iriam rechear o último mês dela na tranquila cidade universitária portuguesa que a acolheu muito bem nos últimos 6 meses. Coincidentemente ou não, o último mês antes da partida da sua cidade natal também havia sido repleto de acontecimentos inesperados e ela tentou encontrar uma explicação praquilo... Por quê razão não é capaz, mesmo com o tempo livre apenas para fazer as malas e se despedir se contentar apenas com isso? Por quê acaba por (re)conhecer pessoas além de se despedir das que já conhece? Por quê quer sair de casa todos os dias e fazer coisas novas e reviver hábitos antigos tudo ao mesmo tempo? Por quê no dia-a-dia é tão organizada, mas tem dificuldades de fechar as malas mesmo tendo esperado tanto por aquele momento? Aí ela ficou com sono, dormiu durante cerca de meia hora e acordou com o aviso de que o trem havia chegado em Lisboa.
Foi justamente naquela estação chamada "Oriente" que ela havia se despedido do seu pai há exatos 20 dias anteriores. E recordou o quanto chorou na despedida dele. Ela o abraçou em lágrimas e quanto entrou no trem, estavam todos a olhar pra ela com um ar de coitadinha que ela não gosta nada. Apesar da despedida do pai e da mãe terem deixado-a com o sentimento de que um buraco negro havia invadido o seu peito, ela chorou muito mais ao se despedir do pai que da mãe. Será que foi por que ele foi embora primeiro e com a mãe já estaria um pouco mais acostumada? Será por que a mãe foi embora antes dela e ela sente menos dor quando os outros a veem partir? Ela também não consegue encontrar uma razão para isso...
Também não consegue explicar porque demorou tanto pra escrever este post já que ela pegou esse trem há 1 mês e essa volta foi marcante de tal modo que ela já havia decidio escrever sobre as suas reflexões ao longo dessa viagem... Hoje, ela tem a certeza que tendo-o escrito só agora ele contém menos detalhes do que se tivesse escrito antes. Além disso, a outra rara certeza que possui é que os instantes mais inesquecíveis e intensos que viveu até agora na sua vida são completamente inexplicáveis e, muitas vezes, invisíveis.
O balanço do trem, a voz da Elis e a certeza de que o trajeto Faro-Coimbra leva exatamente cinco horas permitiu que ela fizesse um flashback dos momentos mais importantes dos últimos anos na sua vida. Um sentimento de completude tomou conta do corpo da jovem de 23 anos que, geralmente preocupada com o que ainda está por alcançar, se deu conta de que está realizando um sonho que já habitava seus pensamentos durante cerca de 2 anos antes de se formar desde que voltou da sua primeira experiência fora do Brasil, em Montréal, no Canadá. Ela ainda não sabe se pode chamar de vício mas está adorando sua vida cheia de aventuras e não tem ideia de quando a jornada vai chegar ao fim...
Apesar da calma viagem em tom verde - que misturava as árvores do caminho com a cortina do comboio - ela lembrou da loucura que seriam os próximos dias antes de se mudar mais uma vez (se você ainda não sabe, meu bem, precisa checar os posts anteriores =) e se deu conta da quantidade de surpresas que iriam rechear o último mês dela na tranquila cidade universitária portuguesa que a acolheu muito bem nos últimos 6 meses. Coincidentemente ou não, o último mês antes da partida da sua cidade natal também havia sido repleto de acontecimentos inesperados e ela tentou encontrar uma explicação praquilo... Por quê razão não é capaz, mesmo com o tempo livre apenas para fazer as malas e se despedir se contentar apenas com isso? Por quê acaba por (re)conhecer pessoas além de se despedir das que já conhece? Por quê quer sair de casa todos os dias e fazer coisas novas e reviver hábitos antigos tudo ao mesmo tempo? Por quê no dia-a-dia é tão organizada, mas tem dificuldades de fechar as malas mesmo tendo esperado tanto por aquele momento? Aí ela ficou com sono, dormiu durante cerca de meia hora e acordou com o aviso de que o trem havia chegado em Lisboa.
Foi justamente naquela estação chamada "Oriente" que ela havia se despedido do seu pai há exatos 20 dias anteriores. E recordou o quanto chorou na despedida dele. Ela o abraçou em lágrimas e quanto entrou no trem, estavam todos a olhar pra ela com um ar de coitadinha que ela não gosta nada. Apesar da despedida do pai e da mãe terem deixado-a com o sentimento de que um buraco negro havia invadido o seu peito, ela chorou muito mais ao se despedir do pai que da mãe. Será que foi por que ele foi embora primeiro e com a mãe já estaria um pouco mais acostumada? Será por que a mãe foi embora antes dela e ela sente menos dor quando os outros a veem partir? Ela também não consegue encontrar uma razão para isso...
Também não consegue explicar porque demorou tanto pra escrever este post já que ela pegou esse trem há 1 mês e essa volta foi marcante de tal modo que ela já havia decidio escrever sobre as suas reflexões ao longo dessa viagem... Hoje, ela tem a certeza que tendo-o escrito só agora ele contém menos detalhes do que se tivesse escrito antes. Além disso, a outra rara certeza que possui é que os instantes mais inesquecíveis e intensos que viveu até agora na sua vida são completamente inexplicáveis e, muitas vezes, invisíveis.
2 de janeiro de 2009
Falta pouco, falta pouco...
Amanhã eu vou pra Coimbra
Depois de amanhã papai volta pro Brasil... snif...
Em 3 dias faço prova de Estruturas e Processos Organizacionais
Em 13 dias entrego o trabalho sobre Liderança Transformacional e faço prova de Comportamento Organizacional
Em 20 dias entrego os 2 trabalhos da Orientação para a tese
Em 21 dias faço prova de Qualidade de Vida no Trabalho
Em 21 dias a momis chega em Coimbra... êeeeee!!!!!
Em 26 dias entrego 5 trabalhos de estatística!
Em 28 dias entrego parte da primeira versão da minha tese
Daqui a 1 mês vou poder descansar um pouco...
Daqui 2 meses vou pra Barcelonaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
tic tac tic tac tic tac...
ps.: É isso que dá ficar muito tempo estudando... vontade de fazer qualquer coisa que não seja estudar! =P
Depois de amanhã papai volta pro Brasil... snif...
Em 3 dias faço prova de Estruturas e Processos Organizacionais
Em 13 dias entrego o trabalho sobre Liderança Transformacional e faço prova de Comportamento Organizacional
Em 20 dias entrego os 2 trabalhos da Orientação para a tese
Em 21 dias faço prova de Qualidade de Vida no Trabalho
Em 21 dias a momis chega em Coimbra... êeeeee!!!!!
Em 26 dias entrego 5 trabalhos de estatística!
Em 28 dias entrego parte da primeira versão da minha tese
Daqui a 1 mês vou poder descansar um pouco...
Daqui 2 meses vou pra Barcelonaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
tic tac tic tac tic tac...
ps.: É isso que dá ficar muito tempo estudando... vontade de fazer qualquer coisa que não seja estudar! =P
1 de janeiro de 2009
Exposição gratuita...
Ter um blog significa expor-se gratuitamente. É assim: você conta sobre a sua vida, sobre fatos reais e irreais, sobre sonhos, medos, desejos, pessoas, lugares e queijos marcantes para todos aqueles que receberam seu convite (até aqui tá tudo muito bem) e para todos aqueles que o procuraram e acharam o seu blog ou que o acharam sem querer... E tem gente que ainda cobra quando você demora pra escrever, acredita?!
Foi pensando nisso que avaliei: vale mesmo a pena estar aqui? Podia estar tomando sorvete, escrevendo a minha tese, conhecendo uma ser real ao invés de me comunicar com os virtuais... Ah e as pessoas têm sempre tanta coisa pra ler, né?! Notícias sobre o mundo em crise, em guerra... E as caixas de e-mails lotadas?! Pois é... e não seria paradoxal ser contra essa invasão tecnológica nas nossas vidas e escrever em um blog? Ai ai quantos conflitos!!! E quem eu quero que o leia, lê mesmo? Pior é que eu acho que não. Olha, na verdade, eu acho que vi pouquíssimas vezes os meus leitores mais assíduos... aliás, será que eu os conheço?
Só que existe um fato que me convence a continuar aqui em 2009: eu gosto. Desculpe, leitor, não se sinta decepcionado mas eu escrevo mais pra mim do que pra você. Quando fazemos algo esperando outro algo em troca, ah, não... não têm o mesmo valor. Precisamos fazer aquilo que gostamos e, se aquilo não interferir no direito do outro e não mais que isso, tá tudo muito bem. Aqueles que escrevem, bem ou mal, sobre porcarias ou coisas interessantes, escrevem porque gostam. Eu escrevo aqui minhas porcarias porque quero guardar estas ideias em algum lugar, então, vou continuar a deixá-las aqui mesmo.
Sejam bem-vindos à nova versão do blog da Juju 2009. Chega de avisos, chega de textos longos, chega de poemas de outros, chega de primeira pessoa... (Ops! Vou tentar no próximo! =)
Ano novo, vida nova, blog novo! A começar pelo nome: Sonhei e fui...
Sonhei e fui, sinais de sim,
Amor sem fim, céu de capim,
E eu olhando a vida olhar pra mim.
Sonhei e fui, mar de cristal,
Sol, água e sal, meu ancestral,
E eu tão singular me vi plural.
Sonhei pra mim, tanta paixão,
De grão em grão, verso e canção,
E eu tentando nunca ouvir em vão.
Sonhei, senti, sol na lagoa,
Céu de Lisboa, nuvem que voa,
E um país maior que uma pessoa.
Sonhei e vim, mares de Espanha,
Terras estranhas, lendas tamanhas,
E eu subi sorrindo esta montanha.
E eu subi sorrindo esta montanha.
(Sonhei - Lenine)
Foi pensando nisso que avaliei: vale mesmo a pena estar aqui? Podia estar tomando sorvete, escrevendo a minha tese, conhecendo uma ser real ao invés de me comunicar com os virtuais... Ah e as pessoas têm sempre tanta coisa pra ler, né?! Notícias sobre o mundo em crise, em guerra... E as caixas de e-mails lotadas?! Pois é... e não seria paradoxal ser contra essa invasão tecnológica nas nossas vidas e escrever em um blog? Ai ai quantos conflitos!!! E quem eu quero que o leia, lê mesmo? Pior é que eu acho que não. Olha, na verdade, eu acho que vi pouquíssimas vezes os meus leitores mais assíduos... aliás, será que eu os conheço?
Só que existe um fato que me convence a continuar aqui em 2009: eu gosto. Desculpe, leitor, não se sinta decepcionado mas eu escrevo mais pra mim do que pra você. Quando fazemos algo esperando outro algo em troca, ah, não... não têm o mesmo valor. Precisamos fazer aquilo que gostamos e, se aquilo não interferir no direito do outro e não mais que isso, tá tudo muito bem. Aqueles que escrevem, bem ou mal, sobre porcarias ou coisas interessantes, escrevem porque gostam. Eu escrevo aqui minhas porcarias porque quero guardar estas ideias em algum lugar, então, vou continuar a deixá-las aqui mesmo.
Sejam bem-vindos à nova versão do blog da Juju 2009. Chega de avisos, chega de textos longos, chega de poemas de outros, chega de primeira pessoa... (Ops! Vou tentar no próximo! =)
Ano novo, vida nova, blog novo! A começar pelo nome: Sonhei e fui...
Sonhei e fui, sinais de sim,
Amor sem fim, céu de capim,
E eu olhando a vida olhar pra mim.
Sonhei e fui, mar de cristal,
Sol, água e sal, meu ancestral,
E eu tão singular me vi plural.
Sonhei pra mim, tanta paixão,
De grão em grão, verso e canção,
E eu tentando nunca ouvir em vão.
Sonhei, senti, sol na lagoa,
Céu de Lisboa, nuvem que voa,
E um país maior que uma pessoa.
Sonhei e vim, mares de Espanha,
Terras estranhas, lendas tamanhas,
E eu subi sorrindo esta montanha.
E eu subi sorrindo esta montanha.
(Sonhei - Lenine)
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